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2º Concurso Estudantil de Dramaturgia do Conservatório de Tatuí – CONFIRA OS(AS) SELECIONADOS(AS)

Resultado da seleção das propostas inscritas

2º CONCURSO ESTUDANTIL DE DRAMATURGIA DO CONSERVATÓRIO DE TATUÍ

 

Com o principal foco em fomentar a produção de textos para a cena escritos por estudantes residentes no interior do estado de São Paulo, o Concurso Estudantil de Dramaturgia do Conservatório de Tatuí chega a sua segunda edição com a empolgação de receber 48 inscrições, com textos dos mais variados formatos: projetos, peças em processo, dramaturgias prontas. Este ano tivemos uma participação ainda maior de inscritos do interior do estado, o que nos alegra ao saber que o concurso tem chegado mais longe e encontrado pessoas inventivas e interessadas na escrita dramatúrgica. Nesta edição também tivemos uma participação maior de crianças e jovens, com obras lidas com o mesmo cuidado que aquelas escritas por adultos ou com maior experiência em teatro.

É sempre uma tarefa complexa o processo de selecionar os 05 textos premiados, além das três menções honrosas, pois a Comissão considera uma série de fatores e debate até que se chegue a um consenso. A qualidade poética e a multiplicidade de temas é tamanha que faz com que seja árdua a escolha, pois é ampla a variedade de temas e poéticas apresentados em todos os textos inscritos. Essa diversidade aumenta o desejo de continuarmos com esse concurso, em busca de encontrar cada vez mais textos criativos de estudantes que projetam teatralidades futuras.

Como prêmio, cada proponente receberá o equivalente a R$2.500,00 (dois mil e quinhentos reais). Todos os textos selecionados serão integralmente publicados em uma edição extra da Buli – Revista de Artes Cênicas do Conservatório de Tatuí, periódico online previsto para 2024.

Assim, chegamos aos seguintes textos:

 

 

SELECIONADOS

 

 ALUGA-SE UMA SENTADA – Tina Mariah – São Paulo/ SP

(dramaturgia completa)

 

“Dramaturgia de temática social produzida a partir de pesquisa em processo pedagógico, sobre mundos do trabalho precarizado, nas condições da vida nas ruas, com trânsitos entre o realismo dramático, a teatralidade épica e a exposição da própria situação produtiva, numa articulação atual e irônica em que o teatro estudantil e sua possível função crítica entram em cena”.

Sérgio de Carvalho

Tina Mariah é dramaturga, dramaturgista, atriz e poeta. Estuda Dramaturgia na SP Escola de Teatro. Dramaturgue e Dramaturgista do projeto Conexões Humanas, selecionado para a Mostra de Estudantes da Quadrienal de Praga 2023. É autora do projeto Plot Point: ponto de encontro entre Dramaturgia e Roteiro. Dramaturga e atriz no grupo teatral Falha Coletiva, e performer no grupo Destempos.Vive a arte como instrumento para convocar cantos de coragem na transformação de nosso povo.

 

 

 

CAPOEIRA CAPOEIRA – Léo Idra – Tatuí / SP

(dramaturgia em processo)

 

“O tema tem grande valor social: a grande maioria das pessoas brasileiras não conhece as origens da população preta e parda, precisamos contar as nossas histórias. Por incrível que pareça isso ainda é ficção, porque não foi contado, eu mesma não conheço as minhas raízes. A peça escrita no formato de processo pode ser desenvolvida em uma narrativa atual, com uma trama viva, de suspense, humor, alegria e emoção, ressaltando o que já aponta: a busca pelo autoconhecimento, a história e a ancestralidade do seu povo”.

Cristiane Sobral

 


Léo Idra
é estudante de Artes Cênicas pelo Conservatório de Tatuí. Apaixonado por escrita e literatura brasileira, seu gênero favorito são as crônicas e publica obras autorais para revistas coletivas digitais.

 

 

 

 

DOIS HOMENS MORTOS – Fábio Garcia – São Paulo / SP

(dramaturgia completa)

 

“A dramaturgia é estruturada em um diálogo muito consistente, do ponto de vista da forma, e surpreendente no conteúdo. Qual é o sentido da vida?, é uma pergunta que somos forçados a nos fazer, a cada vez que a morte se apresenta para levar um dos nossos ou a nós mesmos. Uma interpretação do texto sugere que podemos modificar a indagação: quais são os encantos da vida que não nos deixam morrer? Vamos encontrando respostas na discussão subjacente sobre processos de construção de masculinidades que, ao longo da vida, tolhem a inteireza humana das personagens, e dos homens, de um modo geral.

Cidinha da Silva

 


Fábio Garcia
é estudante de Artes Cênicas da Escola Livre de Teatro de Santo André. É autor de esquetes e peças encenadas pelos grupos com que trabalhou. Atualmente é artista da Cia da Fervura, junto com os artistas Vinicios Ribeiro e Cristiam Rodrigues

 

 

 

FALSOS CRIMES NÃO COMOVEM OLHARES– Lyvia P. M. – Tatuí / SP

(dramaturgia em processo)

 

O texto apresenta uma narrativa interessante, explorando a diversidade de personagens em um ambiente comum, como o interior de um trem. Os diálogos entre os passageiros oferece uma visão interessante das relações sociais e das diferentes perspectivas presentes na sociedade. A transição para o tema do crime acrescenta uma reviravolta surpreendente, destacando a dualidade entre a aparente normalidade da vida cotidiana e a violência subjacente. No entanto, a trama e sua diversidade pode ser desafiadora para alguns leitores, especialmente na transição entre os diferentes elementos da história.”

Adriana Afonso

 


Lyvia P. M.
é estudante de Psicologia na USCS e escritora amadora desde quando aprendeu a escrever. Em 2019 redigiu sua primeira dramaturgia em grupo, O Trono, mediante a um projeto complementar estudantil. Aprofunda-se em qualquer conteúdo artístico e faz deles parte de sua história.

 

 

 

 

MAQUIAGEM À PROVA D’ÁGUA – Sky Said – Tatuí / SP

(dramaturgia em processo)

 

“Articulando temas como transfobia e exploração sexual, a dramaturgia se desenha entre elementos dramáticos e narrativos, com as canções sendo fundamentais no desenvolvimento da trama. É possível notar que Sky Said escreve a partir de uma pesquisa com fatos reais e que, embora ainda em esboço, aponta um texto com vocação para a cena, com bom ritmo e criação de imagens”.

Tadeu Renato

 

Sky Said, 21 anos, é estudante de Pedagogia pela Unicessumar e entrou no Conservatório de Tatuí em 2021, para cursar Artes Cênicas. No ano seguinte transferiu sua matrícula para Percussão Sinfônica, onde atualmente é alune. Além da música, também é diretore, escritore e figuriniste no duo teatral e musical TransVersão.

 

 

MENÇÃO HONROSA

 

DETETIVE CATAPIMBA – Calebe – Tatuí / SP

(dramaturgia em processo)

 

“Vale a pena perguntar: qual a história que deseja contar e como pretende fazer e acabar isso? O tema é bom e pode ser ampliado na peça, procurar a raiz das coisas é algo que todos buscamos, isso pode ser engraçado e triste, gostamos de experimentar sensações no teatro, a história pode ir além e ganhar outras cenas, com uma estrutura de começo, meio e fim que não precisa respeitar essa ordem, as surpresas e confusões são ótimas para prender a atenção do público e também os diálogos curtos e objetivos. Vale a pena investir no humor e na crítica, nas emoções que o personagem pode viver e nas ações que pode e deve realizar ao longo da dramaturgia. Parabéns pelo trabalho e siga escrevendo sempre que for possível!”

Cristiane Sobral

 


Calebe
tem 10 anos, estuda Artes Cênicas e saxofone. Gosta de atuar, ler e escrever.

 

 

 

 

 

NEGÓCIO DA FÉ – Lena Giuliano – SãoPaulo / SP

(dramaturgia em processo)

 

Peça em processo que faz menção a caso social relevante da história do trabalho na Argentina, e que aborda o episódio a partir da questão da mercantilização da fé, ao mesmo tempo em que procura expor a escrita da própria cena, de maneira metateatral.”

Sérgio de Carvalho

 

Lena Giuliano é uma estudante argentino-brasileira de Artes Cênicas da Universidade de São Paulo. Desde 2022 desenvolve uma pesquisa artística que resultou em “O negócio da fé”, pensando nas relações entre o real e a ficção, entre a religião e a política e passando por um estágio de pesquisa na Université Sorbonne Nouvelle, o que resultou na criação do Grupo de Práticas Dramatúrgicas, na ECA-USP. Gosta de ler teatro e assistir literatura.

 

 

 

O PESO DA MEMÓRIA – Beatriz Machado – Mogi das Cruzes / SP

(projeto dramatúrgico)

 

“O texto trabalha com procedimentos do teatro documentário para apresentar fragmentos de lembranças da autora e sua relação com a avó. Ao mesmo tempo, a narrativa se questiona incessantemente sobre a natureza da memória e sobre a própria capacidade de narrar essas reminiscências, valendo-se de propostas poéticas verbais que podem ganhar muito, enquanto dramaturgia, na fricção com a cena.”

Tadeu Renato

 

 

 

COMISSÃO DE SELEÇÃO

Integram a Comissão de Seleção do 2º Concurso Estudantil de Dramaturgia do Conservatório de Tatuí: Adriana Afonso, Cidinha da Silva, Cristiane Sobral, Sérgio de Carvalho e Tadeu Renato, com coordenação de Tadeu Renato e Antonio Salvador.

 

Adriana Afonso, mais conhecida como Drica, é mulher preta, mãe, atriz, contadora de história, educadora social e professora de Artes Cênicas no Conservatório de Tatuí.

 

 

 


Cidinha da Silva
é escritora, doutora em Difusão do Conhecimento e conselheira da Casa Sueli Carneiro. Autora dos premiados Um Exu em Nova York e O mar de Manu. Vários de seus livros integram políticas públicas de formação de acervo como o PNLD Literário (FNDE). Sua publicação mais recente é Tecnologias ancestrais de produção de infinitos.

 

 

 

 

Cristiane Sobral é carioca e vive em Brasília. Mãe, atriz, escritora, poeta e dramaturga. É Mestre em teatro (UnB). Coordenadora de Políticas Públicas na Secretaria de Formação, Livro e Leitura do Ministério da Cultura.Tem onze livros publicados, em vários gêneros. Palestrou em nove universidades estadunidenses, inclusive em Harvard. Em 2022, foi finalista do prêmio Jabuti de literatura. Em 2023, representou o Brasil como escritora na Feira do Livro de Maputo. Seu espetáculo de teatro mais recente é Esperando Zumbi. Seu livro mais recente é Caixa Preta, contos, Ed. Me Parió Revolução, SP. Em 2023 escreveu a dramaturgia do espetáculo Parelha, um olhar sobre a realidade, em parceria com o Núcleo Parelha (SP).Instagram:@cristianesobralartista

 

 

Sérgio de Carvalho é dramaturgo, diretor e fundador da Companhia do Latão, grupo teatral de São Paulo. É professor de Dramaturgia e Crítica na Universidade de São Paulo, onde coordena o Laboratório de Investigação em Teatro e Sociedade (LITS) da Escola de Comunicações e Artes. É autor de diversos livros, sendo o mais recente: O Drama Impossível: o teatro modernista de Antônio Alcântara Machado, Oswald de Andrade e Mário de Andrade (Edições Sesc).

 

 

 

Tadeu Renato é mestrando em Letras na UNIFESP. Graduado em Filosofia e Artes Visuais. Formado em Dramaturgia na SP Escola de Teatro. É autor de 20 textos encenados por grupos da capital paulista e do interior do Estado. Tem 04 livros publicados, entre poesia, prosa e dramaturgia, entre eles Licantropia (Selo Cesura) e A pausa, o Pouso (Editora Clóe). É professor de Dramaturgia no Conservatório de Tatuí.

 

 

 

Antonio Salvador é sul-mato-grossense, ator e pesquisador de teatro. É mestrando em Artes Cênicas na ECA-USP. Lecionou na Escola Livre de Teatro de Santo André, Núcleo Experimental de Artes Cênicas do Sesi-SP e PUC-SP. Como ator, integra a Cia Teatro Balagan.Atuou ainda em Um panorama visto da ponte, direção de Zé Henrique de Paula; Trilogia Abnegação, Grupo Tablado de Arruar e Cassandra, direção de João das Neves. Recebeu o Prêmio APCA, pela atuação em Recusa, também indicado ao Prêmio Shell de Teatro. Desde 2021 é Gerente Artísitico e Pedagógico de Artes Cênicas do Conservatório de Tatuí.

Site: VSEIS