Secretaria da Cultura
Semana Especial de Canto Lírico e Percussão Sinfônica
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Conservatório Dramático e Musical de Tatuí

Percussão Sinfônica

O curso de percussão foi fundado no Conservatório de Tatuí na década de 70 e é um dos mais tradicionais implantados no país.
O objetivo do curso de percussão sinfônica é que o aluno tenha um amplo conhecimento de todos os instrumentos que formam a família da percussão em seus dois gêneros distintos: clássico e popular. Além disso, durante a duração do curso – 14 semestres – é esperado que o aluno, ao concluí-lo, esteja preparado para enfrentar o mercado de trabalho profissional. Isso implica em ingressar numa universidade ou atuar profissionalmente em orquestras, bandas sinfônicas e trabalhos independentes como coordenação de cursos e aulas.
A família da percussão sinfônica, o curso envolve os grupos de “membranas” (tímpanos, tambores, bateria etc), “teclados” (marimba, vibrafone, xilofone, bells) e os mais variados acessórios (triângulo, agogo, entre outros).
A área também conta com os Grupos de Percussão e Grupo de Percussão Jovem do Conservatório de Tatuí.

 

Grade Curricular

 

Período Matérias
1º Semestre – Técnica de Postura
– Estudos Rítmicos
– Exercícios com baquetas
– Caixa – Peças
2º Semestre – Caixa – Ney Rosauro, Macmillian e G. Whaley
– Teclados – Exercícios com duas baquetas e peças de simples memorização
– Múltipla – Peças fáceis para dois instrumentos
3º Semestre – Leitura Rítmica – Pozzoli até a 8ª série
– Técnica – Stick Control (estudos 5, 10 e 11)
– Teclados – Escalas maiores de C, G, D, F e Bb
– Peças de memorização – James Blades e Willian Dorn
4º Semestre – Teclados – Arpejos: peças a nível das escalas dadas até semicolcheia e rulos; memorização – peças: Play Tuned Percussion, de J. Blades e Willian Dorn
– Multiple Percussion – Goeldenberg e Feldestein
– Tímpanos – Técnica, afinação (4ª e 5ª), prática a nível do exercício 8 do Goodman
5º Semestre – Teclados – Início em 4 baquetas, métodos Ney Rosauro e B. Quartier, todas as escalas com # e b e peças como um chorinho de nível avançado para duas baquetas
– Caixa – compositores como Cirone, Delecluse, Okada/Keisuke, ornamentos – dinâmicas e início do rufo (aberto e fechado)
6º Semestre – Múltipla – Peças com piano ou duos ou trios
– Tímpanos – Rulos, abafamentos e peças
– Noções – Instrumentos orquestrais: pandeiro, prato a dois, triângulo etc
– Ingressar em grupos musicais estáveis do Conservatório de Tatuí
7º Semestre – Teclados – Técnica e leitura a 4 baquetas – Caixa – Avançar no estudo dos métodos Memphis, Wilcox, Whaley e Okada
8º Semestre – Múltipla – Solos no nível do aluno (Articulations), Dexterity, Goldenberg, Feldestein, etc
– Tímpanos – Shift, cruzamento, dinâmicas, mudança de afinação (Goodman e G. Whaley)
– Continuidade com instrumentos orquestrais
9º Semestre – Teclados – Ragtimes do H. Breuer, leitura a 4 baquetas, chorinho mais difícil, continuação de repertório (L. Anunciação, Musser e A. Gomez)
– Caixa – Avançar nos estudos dos métodos Keisuke, Memphis, G. Whaley, Wilcox
10º Semestre – Múltipla – Solos no nível do aluno (Kraft, J. O´Reily)
– Vibes – Damping a 4 baquetas (B. Mollenof, Friedman)
– Tímpanos – Peças (J. Mackenzie, J. O´Reily) e introdução a três tímpanos
– Repertório com acompanhamento – duos, trios, etc
11º Semestre – Teclados – leitura, trabalhos técnicos e desenvolvimento musical através do aprendizado e memorização de peças do repertório
– Caixa – Peças avançadas explorando dificuldades técnicas e ornamentos
12º Semestre – Múltipla – Peças de nível intermediário-avançado, acompanhamento opcional (piano, flauta, etc)
– Tímpanos – Introdução a 4 tímpanos
– Repertório orquestral
13º Semestre – 1 peça de pele e 1 teclado
14º Semestre – Recital de formatura

Luis Marcos Caldana

Luis Marcos Caldana

Coordenação e Percussão Sinfônica

Formado em tímpanos, percussão e acessórios pelo Conservatório de Tatuí e em Educação Artística pela Faculdade Asseta, frequentou aulas com alguns dos principais percussionistas do país, entre eles Javier Calvino, John Boudler, Elisabeth Del Grande, Luis Almeida D’Anunciação, Carlos Tarcha, Eduardo Gianesella e Ricardo Bolonha. Atuou como solista na Ópera Infantil "A Peste e a Intrigante", de Mário Ficarelli (em 1986). Em 1997, em parceria com o saxofonista Erik Heimann Pais - formando o "Duo Áries" – conquistou o primeiro prêmio do I Concurso Nacional de Música de Câmara "Henrique Niremberg", na cidade do Rio de Janeiro. Como professor de percussão, trabalhou na área de banda em oito diferentes edições do Festival de Inverno de Campos do Jordão, bem como no projeto Pró Bandas (1997 a 2007). Por dois anos, representou o Conservatório de Tatuí na Midwest Clinic (Conferência Internacional para Bandas e Orquestras), em Chicago, nos Estados Unidos. Também ministrou palestras sobre ritmos brasileiros e dirigiu um Grupo de Percussão em Budapeste, na Hungria. O mesmo trabalho foi desenvolvido no Encontro Internacional de Percussão em Monterrey, no México. Ainda como professor, imprimiu sua marca na Conferência de Educadores Musicais do Estado do Kentucky (Estados Unidos), onde executou a primeira audição mundial da obra de Hudson Nogueira - "Cinco Variações Para Um Percussionista Solo e Banda" -, dedicada a ele e também gravou o mesmo trabalho com a Banda Sinfônica Municipal de Sumaré no ano de 2007. Detectando a necessidade de unir percussionistas de todo o país, criou e organizou por seis edições o Encontro Internacional de Percussão, mantido pelo Conservatório de Tatuí. Em 2010, participou de turnê pela Costa Rica com a Camerata Tatuí, ministrando aulas de percussão e abordando ritmos brasileiros. Em 2009 ministrou palestra de percussão sinfônica e popular em Boa Vista (Roraima), 2011 em João Pessoa (PB), 2012 em Vigia (PA) e 2013 em Guaíba (PA) dentro do Painel Funarte de Bandas (RJ). Em 2011 também lecionou na Semana da Música na Universidade Federal de Natal (RN). Na área popular trabalhou como baterista e percussionista acompanhando artistas como Alceu Valença, Leila Pinheiro, Elba Ramalho, Benito di Paula, Guilherme Arantes, Fafá de Belém, Luiz Airão, Luis Melodia, Tânia Alves, dentre outros. Em 2013 e 2014 foi jurado do quesito “bateria” no carnaval paulistano pela Liga das Escolas de Samba de São Paulo. Atualmente, além de coordenar o Grupo de Percussão, é professor e coordenador da área de percussão sinfônica, timpanista da Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí e ministra aulas de bateria e percussão há 26 anos na Escola Livre de Música, em Itapetininga.

Agnaldo Silva

Agnaldo Silva

Percussão Sinfônica

Pós-graduado em educação musical pela Faculdade Paulista de Artes - São Paulo e formado no curso de Percussão Sinfônica do Conservatório de Tatuí pelos professores Javier Calvino e Eduardo Gianesella. Desenvolve trabalhos tanto na área de música erudita quanto na área popular. Integrou a Orquestra Sinfônica Paulista (atual Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí) e Big Band “Prata da Casa” durante dez anos. Realizou turnês pelo país com Wagner Tiso (piano) e Victor Biglione (violão) e concertos ao lado de grandes nomes do cenário musical como: Leila Pinheiro, Leny Andrade, Alceu Valença, Elba Ramalho, Francis Hime, Tatjana Vassihjeva (Violoncelo), Ed Sarath (EUA-Trumpete), Arnaldo Cohen (Piano), Altamiro Carrilho (Flauta), Roberto Sion (Saxofone), Neils Neeghard (Dinamarca-Trombone), Gerald Robbins (EUA-Piano), Nelson Ayres (Piano), Rafael dos Santos (Piano) entre outros. Gravou 12 CDs com diversas formações de grupos do Conservatório de Tatuí. Participou de masterclasses de percussão com John Beck (EUA - tímpanos), Bill Molenhof (EUA - vibrafone), Howard Stevens (EUA - marimba), Ben Toth (EUA - percussão), Ney Rosauro (Brasil - percussão), Carlos Stasi (Brasil/EUA - percussão), Eduardo Leandro (Brasil/Holanda - percussão), Ari Colares (Brasil - percussão), Carlos Tarcha (Brasil/Alemanha - marimba), John Boudler (Brasil/EUA - percussão), Vic Firth (EUA - tímpanos), David Friedman (EUA - vibrafone) entre outros. Em 2016 representou o Conservatório de Tatuí na The Midwest Clinic International Band Orchestra And Music Conference (Conferência Internacional para Bandas e Orquestras) em Chicago, nos Estados Unidos. Desenvolve trabalhos de percussão de vanguarda como solista e camerista interagindo com diversas áreas artísticas. Compõe o "Duo Gênese" (Piano e Percussão) com a pianista Cristiane Bloes. Também juntamente com Cristiane Bloes, coordenou em 2009 e 2010 o Grupo de Música Contemporânea do Conservatório de Tatuí (grupo pedagógico que propõe novas formas de abordagem e escrita musical). Integrou o corpo docente do projeto Pró-Bandas (Projeto de apoio às Bandas) em todas as edições (1997 a 2007), ministrando workshops de percussão por diversas cidades do estado de São Paulo. Estreou no Brasil a convite do maestro Dario Sotelo, a obra "Canticle of the Sun" do renomado compositor Martin Ellerby, escrita para percussão solo e Banda Sinfônica. Em 2010 criou e iniciou a coordenação do Grupo de Percussão Jovem do Conservatório de Tatuí (grupo pedagógico) com o qual participou no mesmo ano do II Prêmio Incentivo de Música de Câmara, obtendo quatro premiações, dentre as quais se destaca a de melhor obra original. O prêmio foi obtido com a obra "Tic-Tac" escrita para grupo de percussão, de sua autoria. Atuou em todos os Encontros Internacionais de Percussão do Conservatório de Tatuí sendo co-coordenador do 5º Encontro em 2011 e como solista convidado no 6º Encontro em 2014. É professor da área de Percussão Sinfônica do Conservatório de Tatuí, integrante do GPC (Grupo Percussionista de Câmara de Tatuí), coordenador do Grupo de Percussão Jovem do Conservatório de Tatuí, tímpanista e chefe de naipe da Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí.

Javier Calvino Cesares

Javier Calvino Cesares

Percussão Sinfônica

Natural de Montevidéu, capital do Uruguai, foi o mais jovem professor a integrar o quadro de profissionais do Conservatório de Tatuí, onde é professor, atualmente, de tímpanos, percussão e acessórios. Aos 21 anos de idade, em 1974, estabeleceu as bases técnico-pedagógicas que norteiam os rumos do curso de tímpanos, percussão e acessórios, hoje respeitado em toda América Latina. Formou profissionais de renome com atuação nas principais orquestras sinfônicas do Brasil e de outras partes do mundo. Fundador do Grupo de Percussão do Conservatório de Tatuí (Grupo Percussionista de Câmara) em 1975, o mais antigo grupo de percussão em atividade no país. Javier Calvino tocou como percussionista na Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal de São Paulo, Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), Orquestra Sinfônica Municipal de Guarulhos e Orquestra Sinfônica Paulista. Foi co-fundador do Grupo de Percussão do Brooklin Paulista em 1973 (o primeiro grupo de música clássica para percussão do Brasil) e fundador do curso de percussão da FASCS (Fundação das Artes de São Caetano do Sul), em 1974.

Paulo Afonso Estanislau

Paulo Afonso Estanislau

Percussão Sinfônica

Natural de Tatuí, teve seus primeiros ensinamentos musicais com as professoras Maria Aparecida Holtz e Yolanda Rigonelli. Formado em tímpanos, percussão e acessórios pelo Conservatório Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos” de Tatuí iniciou seus estudos de percussão com os professores Cláudio Stephan (Brasil), Paul Richard (Estados Unidos), Javier Calvino Césares (Uruguai). Atuou como percussionista e timpanista nas mais diversas formações ao longo de sua vida musical. Participou como percussionista da Orquestra Sinfônica da USP, sob a regência do maestro Eleazar de Carvalho. Músico do Grupo Percussionista de Câmara (1975), um dos mais antigos em atividade no Brasil, coordenado pelo professor Javier Calvino. Como timpanista, atuou na Orquestra Sinfônica de Tatuí, sob a regência do maestro Jamil Maluf; Orquestra Sinfônica de Campinas, sob a regência do maestro Benito Juarez; e Orquestra Sinfônica de Sorocaba. Participou de seminários, palestras, encontros sobre tímpanos, percussão e acessórios. Em 1995 participa do Curso de Educação e Comunicação Social pela Universidade de Havana – Cuba. Com atenção voltada para área pedagógica e didática, aborda em sua conclusão de curso de pós-graduação em Metodologia do Ensino a temática “A Pedagogia do professor de instrumento musical”. Regeu na gravação do CD “Compositores Piedadenses” a Banda Sinfônica de Piedade (2002). Em 2003 ministra palestra sobre Arte-Educação com o tem “O futuro do músico”. Publicou artigo na revista cultural “Ensaio”, do Conservatório de Tatuí, sobre “Percussão e Educação Musical” (2008). Com Mestrado em Arte-Educação pela Universidade Paulista São Marcos, desenvolve como regente de Banda Sinfônica um trabalho de preservação de gêneros musicais brasileiros como dobrados, maxixes, valsas e choro. Em 2010, dirigiu a Orquestra Sinfônica de Sorocaba como regente convidado.

Sílvia Helena Zambonini Soares

Percussão Sinfônica

Natural de Ribeirão Preto, iniciou seus estudos de música aos nove anos de idade. Cursou a Escola de música da AERP, diplomando-se em Piano. Bacharel em Música pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Atuou como cravista do 1º Seminário de Música de Câmara sobre Johann Sebastian Bach, ministrado pelos professores Helena Jank e Tadeu Coelho. Foi vencedora do Concurso de Piano Francisco Mignone em Ribeirão Preto, onde recebeu prêmio de melhor intérprete de música brasileira e terceiro lugar no Concurso de Piano Clarisse Leite em Ribeirão Preto. Aos 16 anos iniciou seus estudos de percussão e teve como professores Claudio Stephan e Carlos Tarcha. Como percussionista participou do Festival de Inverno de Campos de Jordão e Encontros de Orquestras Jovens de Tatuí. Foi integrante do Grupo de Percussão do Conservatório de Tatuí, apresentando-se em várias cidades do Estado de São Paulo e no Terceiro Encontro Nacional de Percussionistas (Unesp). Atuou como timpanista na Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, Orquestra Jovem de Campinas, Orquestra de Mulheres Avon e Orquestra de São Paulo na produção da Ópera Aida, apresentando-se na cidade de Campinas e de São Paulo. Como percussionista foi integrante da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas e Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, além de ter participado de vários concertos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, Orquestra Jazz Sinfônica de São Paulo, Xilofonista da Produção Porgy and Bess. Foi jurada de diversos concursos de Bandas e Fanfarras do Estado de São Paulo e Nacional. Participou da Oitava Conferência promovida pela Associação Mundial de Bandas e Conjuntos de Câmara (Wasbe), apresentando-se nas cidades de Schladming e Villach (Áustria). Atualmente é professora do Conservatório Dramático Musical Dr. Carlos de Campos de Tatuí e atua como regente assistente no projeto "Crescer com Banda" de autoria do professor Adalto Soares.

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