Secretaria da Cultura
5º Seminário de Regência
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Conservatório Dramático e Musical de Tatuí

Performance Histórica

A área de Performance Histórica do Conservatório de Tatuí conta atualmente com os cursos de flauta doce, cravo, baixo contínuo, cordas dedilhadas históricas, violino barroco, viola barroca, viola da gamba, violoncelo barroco e fortepiano, sendo este último, o único curso oferecido no Brasil. Os alunos são admitidos após a aprovação em teste realizado por uma banca especializada, sempre no início de cada semestre ou a qualquer tempo, quando houver vagas.
A duração é de 12 semestres, exceção à flauta-doce, que além de opcional, são dois semestres.
Além das disciplinas comuns a todos os cursos, a área de Performance Histórica oferece as disciplinas de Música de Câmara, Baixo Contínuo e Prática de Conjunto.
A área conta também com o Grupo de Performance Histórica, Ensemble de Performance Histórica e Ensemble de Performance Histórica Jovem, que vêm desenvolvendo importante trabalho de interpretação historicamente orientada.
A área de Performance Histórica oferece, tanto para a aula como para estudo dos alunos os seguintes instrumentos: dois cravos franceses de dois manuais, um cravo italiano de um manual, uma espineta inglesa, um clavicórdio não trastado e um fortepiano vienense de cinco oitavas.
Eventos são oferecidos durante o ano, tais como: palestras, concurso interno, master classes, audições de alunos e, bienalmente, o encontro internacional de performance histórica.

 

Saiba mais
A área de Performance Histórica trabalha questões ligadas à “Música Antiga”. Antes de mais nada é necessário conhecer as duas definições, distintas, porém relacionadas entre si, de “Música Antiga”.
A primeira definição é baseada em um período histórico, ou seja, é a música da Idade Média, Renascimento e Barroco, pelo fato de que não existe uma tradição contínua de execução. Em outras palavras, tal música parou de ser executada depois de sua época e precisou ser revivida em nossa própria era. Até meados do século XIX, tanto público, como músicos, raramente se interessavam por outra música que não fosse aquela produzida naqueles dias. Assim, após alguns anos de execução, a maioria das obras normalmente caía no esquecimento.
No início do século passado, mais precisamente por volta de 1930 surgiu, inicialmente na Europa, grande interesse pela performance musical histórica, onde as formas interpretativas foram repensadas e pesquisadas de acordo com a época e a origem das composições. A música do Renascimento e da Idade Média incita o intérprete a atuar como um verdadeiro arqueólogo, buscando através de outras fontes, como iconografia e relatórios de época, dados que permita reconstruir a forma como esta música era realizada.
A segunda grande definição de “Música Antiga” é o aspecto da performance. Isto é um tanto susceptível, mas o fato significativo é o desejo de recriar (executar) a música de uma época em particular com suas sonoridades e seus tratos estilísticos, incluindo-se também aí a música dos períodos Clássico e Romântico; uma vez que é um objetivo comum, realmente envolve muitas conjecturas e depende fundamentalmente da intuição do músico moderno no topo do trabalho de musicólogo. Essa abordagem, chamada por muitos de Performance Historicamente Informada (PHI), frequentemente reside no uso de instrumentos “autênticos” (instrumentos originais ou cópias). Assim, a PHI pode ser aplicada a praticamente qualquer música. Dentro deste movimento chamado “Música Antiga”, uma corrente denominada “Autêntica”, defende a execução musical em instrumentos, réplicas de época, tornando-se uma especialidade com cada vez mais adeptos. Um exemplo dessa corrente é a Sociedade de Instrumentos Antigos de Paris, que jamais deixou de executar música com instrumentos originais ou cópias dos mesmos.
O fato da PHI nos revelar uma época distante, repleta de diferentes sonoridades, exerce grande fascínio, tanto sobre músicos como público, que cresce a cada dia. Um fator bastante importante é que, a busca por documentos antigos, como peças, manuais e tratados, nos abrem novas portas para a interpretação da música, principalmente daquelas a qual não tivemos contato.

Débora Ribeiro

Débora Ribeiro

Coordenação - Flauta Doce

Tem formação musical em Flauta Doce pelo Conservatório de Tatuí, pós-graduação – Lato Sensu em Aperfeiçoamento sobre o “Método Kodály” pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Curso de Extensão Universitária da Universidade de Verão “Dunakanyar” (Esztergom – Hungria) sobre o “Método Kodály”, promovido pela Dunakanyar Müvèszeti Nyári Egyetem.
Participou de cursos, festivais e oficinas de música, como I e V “Curso Internacional sobre o Método Kodály”, ministrado pela professora Maria Ördög (Hungria); Curso de “Comunicação, Educação e Arte na Cultura Infanto-Juvenil”, ECA-USP; “Oficina de Música II”, Curso de “Música Antiga” e “Dança Antiga”, ministrado pelo professor Helder Parente em Curitiba/PR; IV “Festival de Música de Londrina”; Curso de “Flauta Doce”, ministrado pelo professor Helder Parente; e Curso de “Prática de Música Antiga”, ministrado pelos professores Roberto de Regina e Eunice Brandão. Participou também de cursos ministrados pelos professores José Eduardo Gramani, H. J. Koellreutter e Theophil Maier.
Atualmente é professora de Flauta Doce e Coordenadora da Área de Performance Histórica do Conservatório de Tatuí e professora de Flauta Doce na Escola Municipal Livre de Música de Itapetininga.

Dagma Eid

Dagma Eid

Cordas Dedilhadas Históricas

Iniciou seus estudos musicais em 1981 no Conservatório de Tatuí, e teve como seus principais professores  - Márcia Braga, Giácomo Bartoloni e Paulo Porto Alegre. É bacharel em violão pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e mestre em música pela Universidade de São Paulo (USP), onde realizou a pesquisa "Miguel Llobet – Canciones Catalanas para violão (1899-1927)", sob a orientação de Edelton Gloeden. Complementando sua formação em instrumentos de cordas dedilhadas, estudou alaúde e arquialaúde com Carin Swilling (USP - Curso de Difusão Cultural) e recebeu orientação de Francisco Gato, Regina Albanez, Dolores Costoyas, Hopkinson Smith, Luciano Contini, Eugène Ferré e David Miller. Participou como bolsista de diversos cursos de extensão universitária e festivais internacionais, com destaque para o Dartington International Summer School, na Inglaterra. Premiada em concursos na categoria música de câmara como o V Concurso Nacional Souza Lima (1º lugar, categoria duo de violões, 1994) e o XI Concurso Nacional Souza Lima (3º lugar, categoria camerata de violões, 2000), realiza intensa atividade camerística integrando orquestras de violões e diversas formações instrumentais, entre elas o Duo Favoriti - cujo repertório é formado por obras do período clássico-romântico e executado com guitarras românticas modelo Lacôte - e colabora com diversos agrupamentos de música antiga, tocando alaúde, vihuela e guitarra barroca. Dentro do Conservatório de Tatuí, trabalhou por dez anos à frente da orquestra de violões “Fazendo Fita”, por onde passaram mais de 50 alunos, proporcionando o contato com transcrições e obras originais do repertório moderno para grupos de violão. A partir de 2001 iniciou sua pesquisa acerca da música instrumental e vocal do século XVI, adaptando algumas obras do repertório de alaúde e conjunto de música antiga para a orquestra. Gravou com a Camerata de Violões os CDs “Vê se te Agrada” e “Octopus Convida” e atuou como solista (alaúde) no 3º Festival de Música Barroca de Assunção (Paraguai), junto com a Orquestra de la Universidad del Norte. Atualmente é professora de violão, cordas dedilhadas históricas, música de câmara e orienta um grupo de estudos de baixo contínuo no Conservatório de Tatuí.

Fúlvio Ferrari

Fúlvio Ferrari

Fortepiano

Pianista, compositor e professor. Natural de São Paulo, formou-se no Conservatório Musical Mário de Andrade e na FMU-FAAM, tornando-se bacharel em música com habilitação em piano. Seguiu seus estudos aperfeiçoando-se em várias áreas do conhecimento musical, tendo como seu principal orientador o pianista e compositor Amaral Vieira. Como instrumentista, ao piano e teclados históricos, apresenta-se regularmente como camerista e recitalista com um variado repertório. Suas composições para várias formações têm sido realizadas por renomados artistas. Atualmente faz parte do corpo docente do Conservatório de Tatuí, como coordenador da área de matérias teóricas e professor da área de performance histórica.

João Guilherme de Figueiredo

João Guilherme de Figueiredo

Violoncelo Barroco e Viola da Gamba

Nascido em Belém do Pará em 1969, iniciou seus estudos musicais em Petrópolis/RJ, primeiramente no violino e depois no violoncelo. Recebeu suas primeiras aulas da professora Atelisa de Salles. Em 1990 ingressou no Conservatório Real de Haia na classe do violoncelista e gambista Jaap ter Linden, especializando-se em violoncelo barroco e seu repertório. Participou de várias orquestras no Brasil e no exterior, dentre as quais a Orquestra Barroca do Conservatório Real de Haia, De Nederlands Cantorij, Collegium Musicum Nederlandeses, Orquestra Pró-Música do Rio de Janeiro e Orquestra Pró-Música de Juiz de Fora. Tocou em vários países da Europa sob direção de nomes como Sigiswald Kuijken e Ton Koopman. É atualmente professor de violoncelo barroco e música de câmara do Festival de Música Colonial e Música Antiga de Juiz de Fora e do Centro de Estudos Musicais Tom Jobim em São Paulo e também professor de violoncelo barroco e viola da gamba do Conservatório de Tatuí.

Juliano Buosi

Juliano Buosi

Violino Barroco e Viola Barroca

Iniciou seus estudos de violino em 1988, no Conservatório Estadual de Música (CEMPA-MG). Em 1994 ingressou na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), onde se graduou no curso de regência, sob a orientação de Henrique Gregori. A partir de 2002, muda-se para Espanha onde se graduou em violino barroco na Escola Superior de Musica de Catalunya (ESMUC), tendo como professores Manfredo Kraemer e Pablo Valetti. Desde então desenvolve seus estudos de música antiga, participando de diversos festivais nesta área, tanto no Brasil como no exterior, trabalhando com diversos professores, tais como, Edmundo Hora, Luis Otavio Santos, Manfredo Kraemer, Rinaldo Alessandrini, Paul Mc’Cresh, William Christie, Gabriel Garrido e Jordi Savall com os quais colaborou em inúmeras gravações de CD’s, rádio e TV. Atualmente é professor de violino/viola barroco do Departamento de Perfomance Histórica do Conservatório de Tatuí-SP.

Maria Eugênia Sacco

Maria Eugênia Sacco

Música de câmara na performance histórica

Bacharela em cravo pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e licenciada em Harpsichord Performance pelo Trinity College London. Aperfeiçoou-se em Amsterdã, Holanda, no Conservatorium Sweelinck, com Anneke Uittenbosch (1994-95), e na Academie voor Oude Muziek, com Patrick Ayrton (1995-96). Participou de cursos ministrados pelo cravista Ilton Wjuniski no Conservatorio Superior de Salamanca (Espanha), Musica para teclas de los siglos XVI y XVII (2001), e na Académie Musicale de Villecroze (França), Stage de Clavecin (2001) e Atelier de Musicologie (2003). De 2000 a 2003 foi assistente do professor Ilton Wjuniski na Fundação e Escola Magda Tagliaferro, em São Paulo (projeto pedagógico apoiado pela Fundação Vitae), sendo por ele orientada nos estudos de cravo, baixo contínuo e música de câmara barroca. Foi professora de cravo e baixo contínuo na mesma instituição por quase dez anos. É professora de cravo, baixo contínuo e música de câmara no Conservatório Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos”, em Tatuí, desde 1998, exercendo ainda o cargo de docente na disciplina prática de música em conjunto na área de educação musical. Além das atividades como docente, atua como cravista do Grupo de Performance Histórica do Conservatório de Tatuí, o qual é coordenado pela professora e flautista Selma Marino. Realizou diversos trabalhos como cravista correpetidora em cursos e master classes além de festivais em várias cidades do Brasil, nos quais exerceu o acompanhamento para cantores e instrumentistas dos cursos da área de música antiga. Ministrou master classes pelo Brasil e exterior: Prática de Música Barroca e Oficina de Ópera Barroca- Festival de Música de Londrina (2004), Cravo e Prática de Música Barroca - II Festival de Música Antiga de Porto Alegre (2005); Cravo - Escuela Universitaria de Música - Montevideo, Uruguai (2005); Cravo- Escola de Música de Blumenau do Teatro Carlos Gomes (2008). Foi selecionada para participar da master class de cravo realizada no PERFORMA CLAVIS (Evento organizado pelos Programas de Pós- Graduação em Música da UNICAMP- UNESP e USP) em 2010, na UNESP e, em 2012, na UNICAMP. Paralelamente à carreira pedagógica, realiza concertos com o DUO AULEUM (cravo e viola da gamba) em vários estados do Brasil.

Selma Marino

Selma Marino

Flauta Doce, Flautista e Coordenadora do Grupo de Performance Histórica

Iniciou seus estudos musicais em São Paulo, estudou flauta doce com as professoras Cléa Galhano na Pró-Música – Escola de Arte, e com Terezinha Saghaard na Escola Municipal de Música. Formada em flauta doce pelo Conservatório de Tatuí, no qual estudou com os professores Bernardo Toledo Piza e William Takahashi. Completando sua formação, recebeu orientação dos flautistas: Ricardo Kanji, Bernardo Toledo Piza, David Castelo e Valéria Bittar. Participou do curso de cravo, baixo contínuo e música de câmara ministrado por Ilton Wjuniski (FR) na Fundação Magda Tagliaferro, em São Paulo; do workshop de Dança Barroca ministrado por Ricardo Barros (BR/UK) no Conservatório de Tatuí; e do XXIV Festival de Música de Londrina (PR), frequentando cursos de Flauta Doce e Prática de Música Medieval e Renascentista com o professor Pedro Hasselmann Novaes, Oficina de Ópera Barroca ministrada por Marília Vargas (BR/CH). Participou do XLVI Corso di Musica Antica di Urbino (Itália) na classe de flauta doce e música de câmara do professor Stefano Braguetti. Estudou cravo e baixo contínuo no Conservatório de Tatuí com a professora Maria Eugênia Sacco. Participa anualmente de encontros, mostras e eventos de flauta doce. Na área de educação musical participou dos seguintes cursos: 2º curso AM² de Aplicação da Flauta Doce na Musicalização Infantil; VII curso Internacional sobre o método Kodály, ministrado por Lázlo Ördog e Carlos Miró; A Flauta Doce na Educação Musical; ministrado por Renate Weiland; Curso de Musicalização para Educadores do Conservatório de Tatuí; Curso de Filosofia sobre o Método Suzuki para flauta doce; ministrado por Renata Pereira; e Curso de Rítimica e pedagogia Dalcroze ministrada pelo Prof. Iramar Rodrigues do Instituto Dalcroze de Genebra (Suíça). Foi tutora presencial do curso de Licenciatura em Ed. Musical da UFSCar-EAD. É Licenciada em Educação Artística e pós-graduada em nível de especialização em Metodologia do Ensino da Música e em Música de Câmara. Atualmente é flautista e coordenadora do Grupo de Performance Histórica do Conservatório de Tatuí, professora de flauta doce do setor de Performance Histórica, Música de Câmara e de prática de música em conjunto para Iniciação Musical no Conservatório de Tatuí.

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