
O Festival de Música Popular Brasileira de Tatuí, realizado pelo Governo do Estado de São Paulo e Secretaria de Estado da Cultura, por meio do Conservatório Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos” de Tatuí e Associação de Amigos do Conservatório de Tatuí, oficializado pelo Decreto nº 40.833/96, terá sua primeira ação realizada no Teatro “Procópio Ferreira”, de Tatuí, nos dias 26, 27 e 28 de fevereiro de 2010, sempre às 20:00 horas. O Certame da Canção integra a série de três eventos que compõe o Festival de MPB, a saber: Certame da Canção, Painel Instrumental e Raiz e Tradição.
OBJETIVOS
a) Fomentar, difundir e incentivar a música popular brasileira;
b) Direcionar o interesse da população para esta importante forma de expressão cultural;
c) Revelar novos talentos, aprimorar, fomentar e difundir a música popular brasileira, moderna e tradicional.
DAS INSCRIÇÕES
1. As inscrições poderão ser efetuadas de 08 de novembro de 2009 a 08 de janeiro de 2010, no Conservatório Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos”, de Tatuí, como 17º Festival de MPB de Tatuí - Certame da Canção, Rua São Bento, 415 - CEP: 18270-820 - Tatuí/SP.
a) As inscrições feitas pelo correio deverão ser enviadas ao Conservatório de Tatuí no endereço citado no item 1 (via Sedex) postadas até o dia 08 de janeiro de 2010.
2. Cada participante poderá inscrever até 02 composições, mesmo em parceria.
É indispensável para a inscrição:
a) Seis cópias digitadas, em papel sulfite, com o título, sem constar os autores e com a letra na íntegra;
b) Um CD com a música gravada na íntegra, precedida do nome da música, citada em voz clara e pausada. O CD não será devolvido;
c) A ficha de inscrição deverá ser preenchida e impressa, contendo inclusive telefone para contato e quantidade de músicos acompanhantes;
d) Cópia do CPF e RG do participante;
e) As músicas deverão ser inéditas e originais;
f) Os concorrentes poderão participar com músicas classificadas em outros festivais;
g) Entende-se como música inédita aquela que não tenha sido divulgada publicamente no rádio, televisão ou em outras formas de espetáculos públicos, nem tenha sido gravada com finalidade comercial;
h) Entende-se por original a música não plagiada, tanto a melodia como a letra da composição.
2. Dentre as inscritas, serão selecionadas 20 (vinte) composições, escolhidas por uma Comissão de Triagem indicada pela Comissão Organizadora do Festival.
a) Para mais informações, entrar em contato com o Centro de Produção do Conservatório de Tatuí pelo telefone (15) 3251-4573 ou acessar o site www.conservatoriodetatui.org.br.
DAS ELIMINATÓRIAS
1. As eliminatórias serão realizadas nos dias 26 de fevereiro (10 músicas) e 27 de fevereiro (10 músicas), das quais o júri escolherá 10 para a finalíssima do dia 28 de fevereiro, resultado esse que será divulgado após a segunda eliminatória do evento - dia 27 de fevereiro de 2010.
2. Até 15 (quinze) dias após o encerramento das inscrições, a comissão levará ao conhecimento do público o resultado da seleção para as semifinais.
DA PREMIAÇÃO FINAL
1. Dentre as 10 músicas escolhidas para a final serão distribuídos os seguintes prêmios:
1º Lugar - R$ 10.000,00 (Dez Mil Reais e troféu);
2º Lugar - R$ 6.000,00 (Seis Mil Reais e troféu);
3º Lugar - R$ 4.000,00 (Quatro Mil Reais e troféu);
4º Lugar - R$ 3.000,00 (Três Mil Reais e troféu);
5º Lugar - R$ 2.000,00 (Dois Mil Reais e troféu);
Melhor Intérprete - R$ 1.000,00 (Hum Mil Reais);
Aclamação Popular - R$ 1.000,00 (Hum Mil Reais);
2. Além da premiação, as 20 (vinte) músicas classificadas para as semifinais receberão o valor de R$ 600,00 (Seiscentos Reais), a título de prêmio pela participação no festival.
OBS: Todos os valores acima são valores brutos e sofrerão retenção dos respectivos impostos de acordo com tabela vigente.
DO JÚRI
1. A classificação das músicas e a atribuição de prêmios ficarão a cargo do júri, composto por membros escolhidos pela Comissão Organizadora.
2. Ao Presidente do júri caberá a direção dos trabalhos de julgamento, zelando pela isonomia e cumprimento do processo de votação, cabendo-lhe o voto de desempate.
3. As decisões do júri, uma vez comunicadas à Comissão Organizadora, serão irrecorríveis.
DOS
ENSAIOS E APRESENTAÇÃO
1. Cada intérprete só poderá defender músicas de apenas um compositor.
2. As músicas classificadas poderão ser interpretadas pelos próprios autores ou por pessoas que eles indicarem.
3. Os concorrentes terão direito a 30 minutos para os ensaios nos dias 26, 27 e 28 de fevereiro de 2010, no mesmo local do festival, das 08:00 às 14:30 horas, obedecendo a ordem de sorteio.
4. Ficará à disposição dos participantes um conjunto musical, arranjador e copista para o Festival. A confirmação da utilização do conjunto do Festival, bem como da necessidade do arranjo, deverá ser feita em até 72 horas após a comunicação da classificação das músicas. O candidato que não confirmar a utilização do conjunto do Festival, bem como a necessidade de arranjo, dentro do período estipulado, perderá tais direitos e deverá se apresentar com seus próprios músicos.
5. O candidato poderá ter à sua disposição toda a aparelhagem que estiver instalada no Teatro “Procópio Ferreira”.
6. Anunciado pelo apresentador, o concorrente terá 05 (cinco) minutos de prazo para iniciar a execução da música.
7. Nas semifinais e final, a apresentação dos candidatos obedecerá a uma ordem, de acordo com o sorteio previamente realizado pela Comissão, às 19:30 horas.
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
1. A Comissão Organizadora poderá suspender o Festival, sem que isso caiba a qualquer participante o direito de reclamação.
2. Não haverá empate em nenhuma das premiações
3. A Comissão Organizadora não se responsabilizará pela hospedagem dos compositores e grupos concorrentes, entretanto, coloca à disposição dos interessados o endereço e telefone de hotéis e restaurantes da cidade:
HOTÉIS:
Hotel Del Fiol - Praça da Matriz, 26 - Tel.:15 3251- 4275
Hotel Gramado - Rua Vidal Manoel Cleto, 341 - Tel.: 15 3251-2216
Hotel Tatuí - Rua 13 de Maio, 472 - Tel.: 15 3251-3641
Hotel Bela Vista - Rua Vice-Prefeito Nelson Fiuza, 361 - Tel.:15 3251-3641
Pousada Prudente - Rua Prudente de Moraes, 470 - Tel.:15 3251-9286
Hotel Planalto - Rua Vice-Prefeito Nelson Fiúza, 1100 - Tel.:15 3251-6936
RESTAURANTES:
Del Fante - Praça Paulo Setúbal, 22 - Tel.: 15 3251-3391
Churrascaria O Costelão - Rua XI de Agosto, 3.191 - Tel.: 15 3251-2719
Tempero Manero - Rua Treze de Maio, 891 - Tel.: 15 3305-7097
Lanches do Gordo - Rua São Bento, 415 - Tel.: 9779-6962
Opera Mix - Rua 13 de Fevereiro, 240 - Tel.: 15 3305-3000
Doca's - Rua XI de Agosto, 87 - Tel.:15 3251-2208
Gourmet - Rua José Bonifácio, 713 - Tel.: 15 3251-5113
Marcelo's - Rua José Bonifácio, 676 - Tel.:15 3251-7219
Paladar - Rua São Bento, 746 - Tel.:15 3259-1876
Tai-Chi-Chuan - Rua 13 de Fevereiro, 537 - Te.:15 3251-7374
Anísio - Rua José Bonifácio, 186 - Tel.:15 3251-1258
Lá em Casa - Rua Cel. Aureliano de Camargo, 901 - Tel.:15 3251-1986
Tropical - Rua Santa Cruz, 1010 Tel.: 15 3251-3153
Sushiya - Rua 13 de Fevereiro, 713 - Tel.:15 3251-7716
Tratoria Della Nona - Rua 13 de Fevereiro, 565 - Tel.: 15 3305-3328
4. A Comissão Organizadora poderá, a qualquer momento, excluir do Festival a música cujos participantes não observarem as disposições e contrariarem as normas da organização do evento.
5. A simples inscrição da música no 17º FESTIVAL DE MÚSICA POPULAR BRASILEIRA DE TATUÍ - CERTAME DA CANÇÃO, pressupõe a aceitação e concordância com todos os termos do presente regulamento.
6. Os casos omissos ou não esclarecidos neste regulamento, serão objeto de deliberação da Comissão Organizadora.
Tatuí, 8 novembro de 2009.
17º Festival de Música Popular Brasileira de Tatuí - CERTAME DA CANÇÃO
ROTEIRO PARA INSCRIÇÃO
Preencha a ficha de inscrição ao lado ou acesse o site www.conservatoriodetatui.org.br e imprima o formulário. Depois de preenchida e assinada, envie a ficha para o endereço abaixo, acompanhada dos seguintes itens:
a) Seis cópias, em papel sulfite, com o título, sem constar os autores e com a letra na íntegra;
b) Um CD com a música gravada na íntegra, precedida do nome da música, citada em voz clara e pausada (a mídia não será devolvida);
c) A ficha de inscrição deverá ter todos os campos preenchidos, contendo inclusive telefone para contato e quantidade de músicos acompanhantes.
Envie tudo para:
Conservatório de Tatuí
A/C 17º Festival de MPB – Certame da Canção
Rua São Bento, 415 - Centro Tatuí - SP
CEP: 18270-820
Clique no nome da música para ver mais informações
Participante: José Manoel de Carvalho Neto – Recife (PE)
Letra, Música e Intérprete: Zé Manoel.
Ninguém jamais falou o que aconteceu
E se fecharam nos seus camarins
E se esconderam embaixo dos lençóis
Acabou-se assim,
E as histórias nunca são reais
E os falastrões anunciavam o fim
Enquanto cada vez se amavam mais
Acabou-se assim,
Penalizados pela compreensão
E machucados pela decisão,
De se esconderem em baixo dos lençóis,
De se fecharem nos seus camarins,
De se tornarem livres querubins
Acabou-se assim,
Como se acabam todos (os) carnavais,
Como se queimam os canaviais,
Posto que é vida e um dia vai ter fim
Enfim,
Se entregaram para qualquer um
Na madrugada de um dia assim
E entorpeceram-se nos cabarés
E adormeceram em trévidos motéis
E se tornaram alegres pastelões,
Seguindo ao pé da letra as instruções...
E dia a dia se tornavam cada vez mais iguais
Biografia
José Manoel de Carvalho Neto estudou piano clássico dos 9 aos 18 anos. Começou como pianista de restaurante aos 15 anos. Em 2004, participou do 1º festival, onde foi premiado com o 2º lugar. Recebeu as seguintes premiações: 2º lugar (2004), 3º lugar (2005), 1º lugar (2006), 3º lugar (2007) e 1º lugar (2008) no Festival Edésio Santos, Bahia. 1º lugar (2006), 1º lugar (2007) e 2º lugar (2009) no Festival Geraldo Azevedo, em Pernambuco.
“Brazilian Music”
Participante: Leonardo Dias – São Paulo (SP)
Letra: Alison Sãozinho. Música: Léo Gionni. Intérprete: Vinho Vinil.
Eu vou fazer um batuque
lá no seu quintal.
Te juro menina,
no mundo não há nada igual.
Eu vou maracatu
lá no seu terreiro.
Enredos, tambores, viola,
mafú e pandeiro.
Pode chegar,
é tudo nosso.
Vai ficar legal. {Refrão}
Deixa a tristeza de fora menina.
Vai ficar legal.
Não é samba feito por gringo.
Tem rock tocado em pandeiro.
Assumo meu lado esquisito.
Me orgulho de ser brasileiro.
Eu canto as águas de março,
agrego mais um folião.
A saia da moça encurta,
quando se aproxima o verão.
Tem Chico, Seu Jorge,
tem Moska, Lenine e Zeca Baleiro,
Maria, Cássia, Tianastácia
Vander Lee e Irmãos Ribeiro.
Mauricio Tizumba, Tambolelê,
Gonzaga, o rei do baião,
Cartola, Sepultura, O Rappa
Caetano, Itamar Assumpção.
E deixa a tristeza de fora,
Se é que a alegria tem hora.
Biografia Em março de 2005, Sãozinho, Léo Giorni e Amynthas Coura decidiram ir em busca do sonho e se mudaram de Belo Horizonte para São Paulo. Em 2008, lançaram seu primeiro CD, “Brazilian Music”, e recentemente foram vencedores do Festival Nacional Fun Music (2009), se destacando entre 604 inscritos. Em seu repertório, interpretam a diversidade da música brasileira.
“Chorei num Samba”
Participante: Italo Lencker – São Paulo (SP)
Letra e Intérprete: Bruna Moraes. Música: Ítalo Lencker.
Todo o céu
Derreteu
Azulou as mãos
Estampou os vãos
E caiu no fio
Do amor fugaz
Que se fez lilás
Me furtou a paz
Cor de fim
No jardim
Foi o vento, sim.
Que me trouxe o azul
Que estampou os vãos
E morreu no chão
Do amor sem paz
Não há nada mais
Chorei
Sem águas pra correr
No teu mar
Meus canteiros só choram no fim
Chorei
Só há de se esperar
Tempo bom
E enfim, azul
De novo em
Céu correndo
Nuvens
No meu jardim
Nuvens
Céu azul de novo
Novo azul em nuvens
Céu azul de novo
Volta:
Nuvens
Céu azul de novo
Novo azul em nuvens
Céu azul de novo
Novo azul
Nuvens
De novo
Em nuvens
De novo
Nuvens
Céu azul de novo
Novo azul em nuvens
Céu azul de novo
Novo azul em nuvens
Nuvens, céu
Correndo novo
Azul em nuvens, céu
Correndo
Em fim
Biografia
Bruna Moraes – cantora e compositora, nasceu em São Paulo em 14 de março de 1995. Cresce ouvindo música popular brasileira com seus pais. Em 2009, ao lado de Zé Luiz Mazziotti e da Orquestra Jovem Tom Jobim, realizou seu primeiro show no Memorial da América Latina, em São Paulo. Atualmente, trabalha nas composições de seu primeiro disco em parceria de Ítalo Lencker.
Ítalo Lencker – cantor, compositor e instrumentista. Nascido em Santo André, estuda música desde os 14 anos e tem como principais influências a música de Tom Jobim, Toninho Horta e Edu Lobo. Foi premiado com o 1º lugar no Festival de Miracema-RJ em 2005; e com o 2º lugar no 17 Fercapo-PR, nas duas ocasiões com a interpretação de sua irmã Camila de Oliveira. Atualmente trabalha nas composições de seu primeiro disco em parceria de Bruna Moraes.
“Concretizo”
Participante: Ismael Campos Tiso Junior –Três Pontas - MG
Cinco horas me levanto
Tomo um banho vou pra obra
Chego cedo comprometo
Faço planos ganho pouco
Me revolto desde cedo
Canso e durmo
No trabalho lavo o rosto
Mão na massa pé na estrada
Limpo a mata faço trilho
Rasgo o chão nada em mente
Ganho pão e água quente
Qual a meta?
Acabe o verde
Limpe tudo assente a terra
Nivele o eixo asfalte agora
Marcando a tinta eu quero ver
É tudo cinza
Chego em casa ela pergunta
O dinheiro e as contas
To cansado eu sou o cinza
Um homem bom trabalhador
Como dizem eu mato o verde
E concretizo
Biografia
Guitarrista desde os 12 anos, Ismael Tiso é compositor e arranjador. Formado em música pela Universidade Vale do Rio Verde. Participa ativamente da produção do novo disco de Milton Nascimento, no qual atua como guitarrista e violonista. Além de Milton, Ismael já tocou ao lado de artistas mineiros como Toninho Horta e Wagner Tiso.
Letra: Cassius de Carvalho Guimarães. Música e Intérprete: Ismael Campos Tiso Junior.
“Decreto”
Participante: Camila Cristina Ribeiro Alves – Belém (PA)
Letra, Música e Intérprete: Camila Alves
Decidi que daqui por diante
Seguirei rumo a sonhos insanos
Pois são não é quem abdica a anseios
Pra poupar-se de esforço ou enganos
O que me reserva o amanhã
Deixarei a cargo do destino
Que qualifiquem tal atitude como queiram
Inconseqüente ou puro desatino
Minhas lágrimas terão alto valor
Não rolarão por motivos mesquinhos
Minhas armas serão largos sorrisos
Derrubando barreiras e abrindo caminhos
Amarei, sobretudo, quem mereça por mim ser amado
Darei carinho a todo custo, em todo caso
Antes simples gestos sinceros
A grandes atos forjados
E o Sol nascerá com mais brilho
Nem mesmo a escuridão me será obscura
Serei eu a luz, tudo mais colorido decerto
Felicidade far-se-á por meu decreto
Biografia
Camila Alves iniciou sua carreira musical estudando violão clássico no Conservatório Carlos Gomes, em Belém-PA. Faz parte de um grupo de choro feminino e já participou de alguns festivais, tendo sido premiado em alguns deles como FECANI, Festival do Norte da AP, Festival da Ruba, participou do Festival de Querém, Porto Trombetas, Castanhal, entre outros.
“Difícil Inverno”
Participante: Mauro Mendes – Belo Horizonte (MG)
Letra: Mauro Mendes. Música: Carlin de Almeida. Intérprete: Regina Dias.
Pra terminar
E sentir o quão escura é a manhã
Não saber se vai haver amanhã
Não ter vontade de acordar
Só dormir
Me entregar
À presença do teu cheiro em mim
Toda a falta que não sai fácil assim
E não saber onde vai dar
Sonho assim
Volta pra mim
E ouvir falar como você vai
Tiram-me as pernas, enchem meus olhos
Lacrimeja o corpo, queimam meu porto e choro
Temo te encontrar
É ausência eterna
Que tento ocupar com ódio ou amor
É uma dor etérea no ar
Ar que se foi, irremediável dor
Difícil inverno
Que não sei mais se é frio ou calor
Sinto um frio interno no corpo
Corpo que esquenta com um novo amor
Pra começar...
Biografia
Carlin de Almeida – Violonista, compositor e cantor. Fez shows e atuou em Belo Horizonte desde 1984. Atualmente reside em Uberlândia, onde ministra aulas de música, jingles e dá shows pelo Triângulo Mineiro e todo o país. Recebeu elogios do violonista Guinga e outros. Enaltecido por alguns maestros quanto à sua musicalidade e perícia ao violão.
Mauro Mendes – É parceiro de Carlin de Almeida na maioria de suas composições. Reside em Belo Horizonte e já foi jurado de festivais de música. Foi citado pelo poeta Sérgio Natureza como “destaque da novíssima geração de letristas do Brasil”. Em conjunto, idealizaram os Cds independentes “Parceria 1 e 2”. Uma de suas composições, “Congada”, foi gravada por Pena Branca e Viola de Nóis, em 2006. Ambos têm seus verbetes no Dicionário Houaiss Ilustrado-Música Popular Brasileira.
Regina Dias – Paulista de Ribeirão Preto, residente em São Carlos-SP, onde se graduou em enfermagem e é musicista atuante desde 1979. Tem participação especial ao lado de artistas como o grande violonista e compositor Paulinho Nogueira, além de Guinga, Celso Viáfora, Juarez Moreira e José da Conceição. Vocalista do grupo universitário musical “Hamilton e seus Estados”. Fez abertura em shows como os do compositor e cantor Chico César e Simone Guimarães.
“Diga-lhe que Mando a Meia”
Participante: Bruno Mattos Ferreira – São Paulo (SP)
Letra e música: Bruno Mattos. Intérprete: Banda Bicicletas de Atalaia.
Diga-lhe que mando a meia
que esqueceu no meu apê
Não vou eu mesmo em pessoa
pra não esmaecer
Diga-lhe que é um momento
logo não vai mais doer
Seja bom amigo ao tempo
pede pra correr
Pede pra correr...
Diga-lhe que vou andando
mas ainda danço só
Diga-lhe de um jeito estranho
deixa-lhe um nó
Tenta lhe causar espanto
faça parecer que eu
Tive lá meus desencantos,
mas a dor morreu
Mas a dor morreu...
Sentencio o amor...
Biografia
Bruno Mattos, 26 anos, nasceu em Aracaju-SE e mudou-se para São Paulo em 2005, onde mora atualmente. Começou a tocar violão aos 13 anos tendo o pai – músico amador – como professor. Aos 17 anos, Bruno e seu irmão Leo Mattos formaram a “Eloqüentes”, banda com a qual venceram um festival de música estudantil de Sergipe (Novo Canto), em 2000. Começaram, de fato, suas vidas artísticas tocando em casa de show na capital sergipana e tendo sua música vencedora executada nas rádios locais. Em 2005, a banda muda de nome – “Rockassetes” – e também muda-se para São Paulo. Com a “Rockassetes”, Bruno Mattos viaja por todo o país tocando em festivais de rock independente (Abril Pro Rock – PE; Calango – MT; MADA – RN, etc). Grava programas de TV na MTV e Multishow e lança seu primeiro disco. Em 2009, o grupo se desfaz e Bruno começa seus estudos musicais no Conservatório Souza Lima (SP). Novamente, com seu irmão Leo, inicia um novo grupo: a Bicicletas de Atalaia, fincando suas influências na Bossa Nova, no Rock e na MPB.
“Faltando o Verso”
Participante: Jozi Lucka – Nova Friburgo (RJ)
Letra: Jozi Lucka. Música: Carlota Marques. Intérprete: Jozi Lucka.
Foi paixão demais
Teus olhos ainda vejo por aí
Até à bossa nova recorri
Doeu no coração
Saiba você, que sabe não
A tua insensatez não tem perdão
Certezas eu criei, criei em vão
Prum amor e uma ilusão à toa
Me faltando o verso
Veio a madrugada
E em cada palavra
A mágoa soluçou
Mas, pra que chorar
Se o sol já vem surgindo devagar
Bom tempo há de chegar
Pro amor.
Biografia
Licenciada em Música na Ucam Nova Friburgo-RJ; em composição de trilha sonora para cinema e canto lírico no Conservatório Brasileiro de Música Lourenço Fernandes e Escola de Música Villa-Lobos-RJ; e em violão e arranjo com a violonista/arranjadora Célia Vaz. Professora de teoria e música, violão, canto popular e interpretação. Única compositora selecionada/finalista do Estado do Rio de Janeiro para os prêmios Sesc de Música Tom Jobim – Brasília-DF (2008) e Prêmio de Música Alcatel em Portugal (2004). Selecionada para o prêmio de música TIM na categoria de revelação (2003). Assina produção e arranjos do Cd Independente “Jozi Lucka”, lançado no Brasil (2002). Gravou o CD “Winter Romance / Bossa Nova”, lançado no Japão (1992). Assina gravações de jingles em campanhas publicitárias para rádio e televisão e já realizou shows ao lado de Roberto Menescal, Miele e Luiz Carlos Vinhas por vários Estados do Brasil. Conta com gravações/participações em estúdios nos CDs de Roberto Menescal (Brasil e Japão), Emilio Santiago, Maria Creuza, Carlos Lyra, Rosa Maria Collen, Danilo Caymmi, songbook de Dorival Caymmi, participações em festivais e prêmios de música pelo Brasil interpretando suas composições, além de músicas de Fátima Guedes, Moacyr Luz, Aldir Blanc, Roberto Menescal, Altair Veloso, entre outros compositores. Participou do Projeto Acquarius - Homenagem a Copabacana com a Orquestra Sinfônica Brasileira, sob regência do maestro Isaac Karabtchevsky, para 60 mil pessoas. No Rio de Janeiro, realizou shows no Mistura Fina, People, Jazzmania, Espírito das Artes, Centro de Reverência da Música Carioca e em Festivais Sesc de Inverno. Apresentou-se com a banda “Bebop no Meu Samba” – cantora de standards de jazz – e com a banda centenária Euterpe Friburguense, interpretando Tom Jobim.
“Finda a Dor”
Participante: Gustavo Bombonato Delgado – Tatuí (SP)
Letra: Leandro Melo Oliveira. Música: Gustavo Bombonato Delgado. Intérprete: Martina Marana.
Quem conhece a dor
Não pode suportar
Viver outra desilusão com novo amor
Porque seu nobre coração
Já bate cansado dói
De tanto chorar (calejar)
Não me trate com ingratidão viu!
Se é caso perdido não!
Não venha querer fingir dor
Coração seco feito o sertão
E fere fundo na ferida
Bate ligeiro
Galo de briga
E desafia o encanto
Enxugue o pranto da partida
Então
Como o luar
Vem libertar
A noite uma canção
Lumina a madrugada
Pra te perceber, e vê
O amanhecer
Vem despertar
Vem ver o sol raiar
E apago a dó de dor
Que a vida me arranhou
As marcas de outro amor
Que o tempo guardou
Quem vai dizer hein?
Quem conhece a dor
Não pode suportar
Viver outra desilusão com novo amor
Porque seu nobre coração
Já bate cansado dói
De tanto chorar (calejar)
Não me trate com ingratidão viu!
Se é caso perdido não!
Não venha quere fingi dor
Coração seco feito o sertão
É unha e faca na ferida
Se é veneno
Se for mandinga
Ossanha é banto! É sabedor!
Derruba a dor, ninguém castiga
Então
Como o luar
Vem libertar
A noite uma canção
Lumina a madrugada
Pra te perceber, e vê
O amanhecer
Vem despertar
Vem ver o sol raiar
Acalma dor de amor
Tanto tempo ficou
Sem ver
Me dissolver
Desfalecer
Me desfazer
Que um pobre coração
Não quer sofrer
Já não dá mais!
Já não dá mais!
Biografia
Gustavo Bombonato Delgado é formado em piano popular pelo Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos de Tatuí, acompanhou diversos artistas no cenário da MPB, dentre eles Guilherme Arantes, Peninha, entre outros. Atua como arranjador da banda de gafieira “Circo Marimbondo”.
“Iluminada”
Participante: Alfredo Andrade dos Reis – Belém (PA)
Letra: Alfredo Reis. Música: Tynnoco Costa. Intérprete: Nanna Reis
Se vejo é pela chama azul dos olhos teus
Tão viva irradiante ao tato meu
Na bruma imaginária te concedo o céu
Da noite eterna e mansa de um anjo cego
Iluminado amor da estrela guia
Caminho do meu sol de cada dia
São flores cintilantes em nossas asas
Do amor que irradiam entrelaçadas
Num rodopio de luzes nas constelações
Meu universo é uma flor iluminada
Pelas ruas e calçadas
Sigo nas tuas mãos em teu dossel
Vivo a canção o menestrel
Entre a razão e o paraíso onde tudo tem teu brilho
Neste enlevo infinito onde o nosso amor nasceu
Minha estrela
Biografia
Músico, compositor e intérprete paraense, participou de diversos festivais dentro e fora do Estado, obtendo boas colocações. Participa pela primeira vez do Festival de MPB de Tatuí.
“Imigrantes”
Participante: Sérgio K. Augusto – São Paulo (SP)
Letra e música: Sérgio K. Augusto. Intérpretes: Sérgio K. Augusto e Thi Augusto.
Nos olhos enchente
E um mar pela frente
Um povo novo, navio, novenas
Alguém que ficou sofrendo acena
Os pés no convés são desleais
Mas o coração tá lá no cais
São olhos puxados, claro, azulados
A fala distante, distinta, diz tudo
Que sim, são todos imigrantes
A caminho do novo mundo
Levando suas canções
Fados, alfamas, feições
Dialetos, disciplina
As tradições, o Sabá, o saquê, as cantinas
Anarquistas, artesãos
Doce miscigenação
De peles, pólos, de sinas
Atracando nas terras da América Latina
A saudade vem vindo do além-mar
Navegando em lágrimas doces
Mas que não trazem
Que ficou refém, quem por lá ficou
A saudade vem acordar a adormecida dor
Erguendo cidades dentro das cidades
Nas vilas, nos campos, usinas
Balcões, bancadas, e de batinas
São da América o justo florão
Brasil terra da promissão
Que destino tropical Deus lhes deu ou deu-lhes a vida
Batucarem berimbáus, sangrarem carnaval nas avenidas
Destino equatorial Deus lhes deu, ou o Diabo quem foi
Cachaça, 40 graus, macumba, Bumba-meu-boi
A Pátria que lhe acolhe, não te escolhe e te acaricia
É como a mãe que não concebe
Mas te recebe
Mas te cria
Biografia
Paulista da capital, Sérgio é cantor, compositor e produtor multimídia, tendo atuado como músico profissional por 20 anos na cidade de São Paulo e interior. Foi professor de música, tendo trabalho em diversas escolas da cidade. Nesta área didática musical foi produtor e arranjador das revistas “Você canta o sucesso” e “Violão e guitarra”, ambas destinadas ao ensino do violão. É professor de tecnologia musical no CLAM (Centro Livro de Aprendizado Musical) do célebre Zimbo Trio. Em 1981, lançou seu primeiro disco ainda em LP, que levava o nome de “Cantante” e, de lá pra cá, não parou mais e passou a fazer parte da nova geração de compositores ativos de festivais pelo Brasil e exterior ao lado de nomes como Lenine, Chico César, Zeca Baleiro e outros.
“Injúria Cega”
Participante: Zeca Barreto – São José do Rio Preto (SP)
Letra, música e intérprete: Zeca Barreto.
Quem vê parece que sabe o que é a vida sem a cor do sol
Sem ver o dia chegar, sem ver a fuga do dia
E ainda ter que agradecer com o tal sinal da cruz
Benzer o dedo e rezar pela luz de Maria.
Quem vê parece que suga tudo o que é problema, faz-se inventor,
Veste o emblema da dor o caçador de agonia.
Dia e noite, noite e dia o mesmo sofredor
Faz do seu mundo de cor, sua casa sombria.
Eu que cresci no escuro, sei das dores imorais do meu futuro
E as armadilhas de lá, do outro lado do muro
Vejo você dizer que a vida é tanto, tanto não
Cheio de prego no chão, tanto caco de vidro.
Quero os teus olhos vendados com o desespero de inutilizados,
Quero te ver indagar a geometria da vida.
Verás que nunca teve nada que se lamentar,
Que sua dor não é mais a primeira aliada.
Espero quando o tradutor dessa injúria me expor
Não conte que o sofredor mora em casa.
Aquele que citei atrás, que já intimidei com paz, que não aceita nunca mais
sair da brasa, voltar por cima, sorrir em prosa, gelar o clima.
Manda à ele essa injúria pra cutucar seu eterno ócio,
Pra machucar e laminar um homem em silêncio.
Manda a ele palavras com a ponta aguda de um abridor,
Pra ver se para de dor e olhe atrás de seu muro.
A vida é tão simplesmente fácil de regar,
Basta plantar o inocente e colher o maduro.
Corra e diga pra ele que o presente faz corrida para frente
E o futuro pra trás, como um encontro marcado,
Daí então o esperado dessa colisão
É que revela-se o homem, ou o pobre coitado.
Biografia
Zeca Barreto é músico e compositor da nova safra da MPB. Participa ativamente dos grandes Festivais do Brasil, onde vai mostrando e agradando o público com suas composições originais. Dentre seus principais prêmios nacionais, destaque para o 3º lugar em parceria com Paulo Monarco, no Prêmio Tom Jobim, realizado na cidade de Brasília, que é um dos principais festivais de Arte do Brasil. Acabou de lançar seu primeiro CD autoral, intitulado “Meus Quatro Cantos” com promessa de rodar o Brasil e alguns países do exterior.
“Malabarista”
Participante: Marília Duarte – São Paulo (SP)
Letra, música e intérprete: Marília Duarte.
Porque você faz cara de malandro
Que tem tudo o que precisa e não liga pra ninguém?
Não vê que se olhar para si mesmo,
Vai ver logo que não tem tudo aquilo que pensou
O meu amor você perdeu
O nosso plano desandou
Cadê aquele homem que queria
Viver toda sua vida só com aquela mulher?
Mudou radicalmente de conduta
E se tornou malabarista que não sabe o que quer
Do meu amor se esqueceu
O nosso plano desandou
O nosso fim foi sempre assim
Cadê aquele homem, cadê?
Cadê que esse homem não é meu
Cadê aquele homem, cadê?
Cadê que esse homem não é meu
Cadê aquele homem que queria
Viver toda sua vida só com aquela mulher?
Mudou radicalmente de conduta
E se tornou malabarista que não sabe o que quer
Do meu amor se esqueceu
O nosso plano desandou
O nosso fim foi sempre assim
Acho que o nosso fim foi sempre seu
Cadê aquele homem, cadê?
Cadê que esse homem não é meu
Cadê aquele homem, cadê?
Cadê que esse homem não é meu
Biografia
Marília Duarte, 23 anos, iniciou seu trabalho como compositora e intérprete mostrando criatividade e intimidade com o violão. Em outubro de 2008, ganhou o III Festival de Música Popular da ULM, recebendo o 1º lugar do prêmio Tom Jobim de composição. Participou da “Segunda Semana Nacional da Canção” em São Luis do Paraitinga (setembro de 2008) interpretando músicas do compositor baiano Daniel Mã, em festival que teve a participação de Solange Sá, Fábio Barros, Andréia Dias, Hortinho entre diversos cantores e compositores da nova geração da música popular brasileira. Hoje, junto a oito músicos, integra o grupo “Na Roda”, que marcou presença em diversos eventos como o Cena Musical Independente em 2008; e a trupe “Zumbanda”, que participou do Festival de Verão de Cunha em 2009. Com seu trabalho autoral, já se apresentou em lugares da capital paulista como o Ao Vivo Music, Centro Cultural Rio Verde e Espaço Cachueral, este último com a participação especial do baixista Itamar Collaço.
“Manhã Serena”
Participante: Diorgem Jr. – Governador Valadares (MG)
Letra, música e intérprete: Diorgem Jr.
Manhã de sol
E um poeta aventureiro
Leva saudade rio abaixo um canoeiro
/:Venha ouvir o som das águas violeiro:/
Manhã serena
E a viola que ponteira
Rima saudade com ave cantadeira
/:Venha ouvir a voz do vento violeiro:/
Manhã de sol, manhã serena
Sabiá cantou na laranjeira
Manhã de sol, manhã serena
É canção de amor pra vida inteira
Se a canoa não virar na corredeira
Volta prá te encontrar
Manhã de sol
E a moça na janela
Cabelo ao vento, olhar de primavera
/:A esperar o violeiro dos sonhos dela:/
Em manhã de amor
Nalguma varanda sabiá cantou
Seduzino o poeta
Com a alma em festa e tudo serenou
Biografia
Diorgem Jr. é professor de música, cantor e compositor. Seu trabalho está registrado no seu álbum “Viola Esperançada” e atua fazendo shows e oficinas de canto e viola.
“Penúltimas”
Participante: Gileno Foinquinos – São Paulo (SP)
Letra e música: Gileno Foinquinos. Intérprete: Maués
Você gruda em mim
e logo se vicia
deixa em minha porta
a ponta de um novelo
grita em meu ouvido
e espanta meu grilos
me marca cerrado
e alisa meus cabelos
você joga as cartas
blefa nas respostas
sabe das tocaias
na ponta da língua
ri da minha queixa
e gueixa me incendeia
samba no meu verso
e pilha a minha espera
será que ela é sincera
se quase uma criança
salvo engano algum
tornei-me seu capacho
Biografia
É paraense, músico profissional, guitarrista, arranjador e compositor. Residente em São Paulo, onde toca na noite em diversos lugares. Tem quatro CDs gravados, alguns em conjunto com outros músicos. Já participou de diversas gravações e de diversos festivais pelo país.
“Tom Sur Tom Blues”
Participante: Jozi Lucka – Nova Friburgo (RJ)
Letra: Jozi Lucka. Música: Regina Vergaças. Intérprete: Jozi Lucka.
Tudo o que você quiser
Oceano Céu Areia do Leblon
Tom sur Tom tocando piano é bom
Maravilha Jóia Rara Arrepio
Ventania me levou
Tudo o que você quiser e pensar eu dou
Clarear de vez esse desejo
Apostar no doce do teu beijo
Blue
Se você quiser voar dou meu anjo
Protetor do meu amor
Roma Grécia Egito
Esfinge eu sou
Se você não me devora eu decifro
Todo esse seu temor
Teu silêncio é grito meu cantador
Clarear de vez esse desejo
Apostar no doce do teu beijo
Todo azul
Blue
Biografia
Licenciada em Música na Ucam Nova Friburgo-RJ; em composição de trilha sonora para cinema e canto lírico no Conservatório Brasileiro de Música Lourenço Fernandes e Escola de Música Villa-Lobos-RJ; e em violão e arranjo com a violonista/arranjadora Célia Vaz. Professora de teoria e música, violão, canto popular e interpretação. Única compositora selecionada/finalista do Estado do Rio de Janeiro para os prêmios Sesc de Música Tom Jobim – Brasília-DF (2008) e Prêmio de Música Alcatel em Portugal (2004). Selecionada para o prêmio de música TIM na categoria de revelação (2003). Assina produção e arranjos do Cd Independente “Jozi Lucka”, lançado no Brasil (2002). Gravou o CD “Winter Romance / Bossa Nova”, lançado no Japão (1992). Assina gravações de jingles em campanhas publicitárias para rádio e televisão e já realizou shows ao lado de Roberto Menescal, Miele e Luiz Carlos Vinhas por vários Estados do Brasil. Conta com gravações/participações em estúdios nos CDs de Roberto Menescal (Brasil e Japão), Emilio Santiago, Maria Creuza, Carlos Lyra, Rosa Maria Collen, Danilo Caymmi, songbook de Dorival Caymmi, participações em festivais e prêmios de música pelo Brasil interpretando suas composições, além de músicas de Fátima Guedes, Moacyr Luz, Aldir Blanc, Roberto Menescal, Altair Veloso, entre outros compositores. Participou do Projeto Acquarius - Homenagem a Copabacana com a Orquestra Sinfônica Brasileira, sob regência do maestro Isaac Karabtchevsky, para 60 mil pessoas. No Rio de Janeiro, realizou shows no Mistura Fina, People, Jazzmania, Espírito das Artes, Centro de Reverência da Música Carioca e em Festivais Sesc de Inverno. Apresentou-se com a banda “Bebop no Meu Samba” – cantora de standards de jazz – e com a banda centenária Euterpe Friburguense, interpretando Tom Jobim.
“Um Dia Daqueles”
Participante: Ito Moreno – São Paulo (SP)
Letra, música e intérprete: Ito Moreno.
Sabe,
Quando a gente acorda assim tão diferente,
Doido pra fugir da gente, ir parar na Palestina
Quando o inimigo nos espreita em cada esquina,
Quando a loucura nos encara e vem pra cima...?
Sabe,
Quando a noite quer virar eternidade,
Quando a porta de saída tá trancada a sete chaves,
Quando a chuva é fina e o guarda-chuva nunca abre,
Quando toda rima é pobre vício de linguagem
Quando não tem samba e nem mulata na avenida,
Quando o trem não passa e todo encontro é despedida,
Quando a esperança se mandou com todo o verde
Quando tanta água já não mata a nossa sede
Quando não tem graça ouvir o tom, curtir Elis
Quando a bala se acha e a vida fica por um triz
Quando a alma salta em desespero e a artéria pulsa,
Pulsa, pulsa, pulsa, pulsa...
Quando o coração é um cão castrado, nu, sem tara
Quando a inspiração te vê sofrendo e vira a cara
Quando a canção é fria e a poesia um monte de palavras?
Assim sou eu agora, enquanto a banda passa e ela vai embora
Eu tô naqueles dias de agonia, de lascar,
Eu tô assim.
Biografia
Baiano da cidade de Macaúbas, desde muito cedo enveredou-se pelo caminho da música. Nascido de uma família de músicos cresceu em meio aos chorinhos de Altamiro Carrilho, Valdir Azevedo, Jacob do Bandolim, do som sincopado de Jackson do Pandeiro e da sanfona nordestina de Luiz Gonzaga.
“Um Pouco Mais de Blue”
Participante: Douglas Simões – Piracicaba (SP)
Letra e música: Douglas Simões. Intérprete: Julia Simões
Blue
Terra azul tão azul
Um pontinho de azul
É preciso pintar o azul com
Blues
E levar essa luz
Ver de novo o sertão
Prá enluar o sertão
E assim
O homem, enfim, dar-se à luz!
Terra azul tão azul
Um pontinho de azul
É preciso pintar o azul com
Blues
E levar essa luz
Ver de novo o sertão
Prá enluar o sertão
E assim
O homem, enfim, dar-se a luz!
Crer num novo tom
Num novo som
Num novo dom
De iluminar a sombra e a dor
Prá verdejar o azul em flor!
“Um Pouco mais de Azul”
– nome de um dos livros de Hubert Reeves, astrônomo canadense. Na China, o Azul simboliza o Tao, o caminho sagrado. É a cor da fidelidade e da justiça, tranqüilidade, imortalidade, compreensão espiritual e transparência de comportamento. É a cor do céu sem nuvens, sem ameaças, onde voam as aves com liberdade; cor da água cristalina, fonte de vida para animais e plantas; cor da Terra, nosso belo planeta azul.Sertão, na obra de Guimarães Rosa é uma imagem desterritorializada, não se limitando ao espaço geográfico, mas simbolizando o próprio universo: “o sertão está em toda parte”. Não é, pois, apenas uma realidade geográfica, social, política, mas também uma realidade psicológica, mítica, metafísica. Nesse espaço-mundo, o sertanejo não é apenas o homem de uma região e de uma época específica, mas o homem universal, defrontando-se com seus problemas eternos: o bem e o mal, o amor, a violência, a existência ou não de Deus – “sertão é isso que em redor se derrama sem fechos de geografia a espraiar por gerais”.
Biografia
Douglas Simões, compositor, participou de diversos festivais, entre eles o “Viola de Todos os Cantos”, em 2003, conquistando o 2º lugar com a música “Riacho da Saudade”, que também ficou entre as dez músicas finalistas do Festival de MPB de Tatuí em 2007. Sua sobrinha, Julia Simões, conquistou o primeiro lugar como intérprete de uma de suas músicas, no Festival de MPB de Americana, em 2007.
“Vênus”
Participante: Mauro Mendes – Belo Horizonte (MG)
Letra: Mauro Mendes. Música: Carlin de Almeida. Intérprete: Regina Dias.
Sábios os caminhos do céu
Quantos me conduzam a ti!
Tantos que me desorientam
Poucos pra te ver ao partir
Vênus das espumas do mar
Vespertina entre tantas
Que não sabem brilhar
Quando é alvo o dia
Teu sorriso se abre
Chega a noite se esconde
Ninguém sabe onde
Entre outros vestidos de strass
Desfilas pelo salão
Danças pelo chão que penumbra
As formas que teu corpo deslumbra
Vênus, porque só a ti venero
Sonho que só a mim amarás
Biografia
Carlin de Almeida – Violonista, compositor e cantor. Fez shows e atuou em Belo Horizonte desde 1984. Atualmente reside em Uberlândia, onde ministra aulas de música, jingles e dá shows pelo Triângulo Mineiro e todo o país. Recebeu elogios do violonista Guinga e outros. Enaltecido por alguns maestros quanto à sua musicalidade e perícia ao violão.
Mauro Mendes – É parceiro de Carlin de Almeida na maioria de suas composições. Reside em Belo Horizonte e já foi jurado de festivais de música. Foi citado pelo poeta Sérgio Natureza como “destaque da novíssima geração de letristas do Brasil”. Em conjunto, idealizaram os Cds independentes “Parceria 1 e 2”. Uma de suas composições, “Congada”, foi gravada por Pena Branca e Viola de Nóis, em 2006. Ambos têm seus verbetes no Dicionário Houaiss Ilustrado-Música Popular Brasileira.
Regina Dias – Paulista de Ribeirão Preto, residente em São Carlos-SP, onde se graduou em enfermagem e é musicista atuante desde 1979. Tem participação especial ao lado de artistas como o grande violonista e compositor Paulinho Nogueira, além de Guinga, Celso Viáfora, Juarez Moreira e José da Conceição. Vocalista do grupo universitário musical “Hamilton e seus Estados”. Fez abertura em shows como os do compositor e cantor Chico César e Simone Guimarães.
“Xoteando o Velho Sampa”
Participante: Francisco Silva – Suzano (SP)
Letra e Música: Francisco C. de Assis Silva. Intérprete: Teresa Galvão.
Nessa terra abençoada
Onde tudo que se planta dá
É uma mistura de mineiro com baiano
Japonês com italiano
Gente de todo lugar
Tem sashimi com macarrão
Tem macaxeira com feijão
E até franguinho com quiabo e camarão
Aí que está a diferença
Essa grande miscigenação
Eu quero ver esse país crescendo
A gente se entendendo, eu quero é trabalhar
Pra sustentar os meus barrigudinhos
Sigo o meu caminho sem desanimar
Toque sanfoneiro, toque, faz do xote uma oração
Pra que Deus no firmamento
Leve o sofrimento aqui desse chão
Abençoai o povo desta terra
Que constrói sem guerra uma grande nação
Biografia
Nascido em Três Pontas (MG) iniciou na música aos 13 anos. Vencedor de alguns festivais como: Mapa Cultural Paulista, Festival de Primavera da Ilha, Fenac (Festival Canção de Boa Esperança – MG), Music Fest no Anhembi, entre outros.