Nascido em Belo Horizonte (MG), mudou-se com sua família para o Rio de Janeiro aos dois anos de idade. Cursou Licenciatura em Música na antiga FEFIERJ (hoje Uni-Rio), e foi bolsista da Orquestra Sinfônica Brasileira, que custeou seus estudos com Ladislav Bálek (primeiro contrabaixo da Sinfônica de Praga). Fez curso de aperfeiçoamento na Berklee College of Music (EUA), recebendo, logo após, bolsa de estudos para o bacharelado na New England Conservatory of Music (Boston, EUA), a mais antiga e uma das mais reputadas instituições de ensino superior de música dos EUA. Na NEC, estudou contrabaixo com Edwin Barker, solista da Sinfônica de Boston, e composição com Wiliam Mc Kinley, Di Domenica (ex-aluno de Arnold Schönberg) e de Joseph Maneri (classe de Alban Berg).
Em sua permanência nos EUA, Henrique integrou várias orquestras norte-americanas, como a Boston Civic Symphony, a Brookline Symphony (primeira estante solista) e a Boston Philarmonic. No Brasil, integrou a Sinfônica de Campinas e a Osesp(ambas como solista de naipe), esta última a convite pessoal de Eleazar de Carvalho, responsável por sua vinda a São Paulo.
Foi fundador da orquestra Nova Sinfonietta, formada por solistas de três orquestras de São Paulo, grupo que durante três anos apresentou-se no Brasil com artistas como Michael Haram, Miha Pogacnik e Paul Badura-Skoda.
Mestre (com louvor) e Doutor em Artes pela ECA/USP, onde é docente desde 1988, Henrique lecionou no Conservatório de Tatuí (1984/1987) e na Escola Municipal de Música do Teatro Municipal de São Paulo (1985 e 1989), tendo sido seu diretor de 1989 a 1998, cargo que voltou a ocupar em 2001.
Em 2003, foi convidado a proferir palestras na Universidade de Richmond, Virginia (EUA), ao lado de músicos e professores das melhores orquestras e universidades dos EUA e Europa, convite que se repetiu em 2005 pela Universidade de Michigan. Em 2009, convidado pelo Departamento de Estado norte-americano, como participante do programa International Visitors Leadership Program (Programa de Lideranças Internacionais Visitantes), conhecendo a administração ou revisitando instituições como a New England Conservatory, onde estudou, a Boston Symphony Orchestra e as importantes Juilliard School e Manhattan School, ambas de Nova Iorque.
Henrique teve apresentadas, por duas vezes, composições na Bienal de Música Contemporânea do Rio de Janeiro. Foi apresentador, juntamente com o jornalista Marcelo Tas, do programa Clássicos e Populares, da Rádio Cultura FM. Em 2004, criou e passou a dirigir a Escola Superior de Música da Faculdade Integral Cantareira (onde permaneceu até 2006), em São Paulo, instituição que reúne em seu corpo docente alguns dos mais destacados nomes da cena musical brasileira. É responsável pela organização e implementação de diversos projetos artísticos e pedagógicos, entre eles o que instituiu o ensino da música nos 21 “CEUS” (Centros Educacionais da Prefeitura de São Paulo).
Foi também presidente da Associação Brasileira de Escolas de Música (Abemus), e recebeu os prêmios Diploma de Mérito e Músico do Ano (OMB, 1986), Moção de Louvor da Câmara Municipal de São Paulo (1993) e o título de Cidadão Paulistano (2003), também pelo Legislativo da capital do Estado, pela sua dedicação à música na cidade. Henrique foi presidente da Frente Parlamentar pela Inclusão do Ensino da Música no Estado de São Paulo, organização suprapartidária da Assembleia Legislativa, pelo retorno do ensino musical nas escolas. Foi consultor da Fapesp e da Universidade Federal de Goiás, bem como da Fundação Roberto Marinho, além de curador de música erudita do Sesc Pinheiros. Atualmente, é parecerista da pró-reitoria de Cultura e Extensão da USP.
Henrique é autor de diversas publicações, entre elas “O Arco dos Instrumentos de Cordas” (Edicon: 1998, Prêmio Clio 1999 da Academia Paulistana de História, 2ª. edição pela Irmãos Vitale), “Pequena Estória da Música” (Vitale: 1999, 2ª. edição), um passeio bem-humorado pela música universal e brasileira e seus grandes nomes, além de ter colaborado para publicações diversas, como “Uma Poética Musical Brasileira e Revolucionária”, do compositor e acadêmico Jorge Antunes (Brasília: Sistrum, 2002). É autor do Dicionário de Termos e Expressões da Música (Ed. 34, 2003, 2ª. edição). É membro convidado do Setorial de Música do Conselho Estadual de Cultura (2008). Em 2011, recebeu o Diploma de Mérito, a medalha Carlos Gomes e o título de comendador da SBACE(Sociedade Brasileira de Arte, Ciência e Educação)/MINC.
Atuando no Conservatório de Tatuí desde maio de 2008, Defensor é paulistano, economista graduado pela USP (Universidade de São Paulo), e sua trajetória profissional foi desenvolvida inteiramente no setor privado, sempre nas áreas financeira e/ou administrativa.
Inicialmente trabalhou por dez anos na ABDIB, associação de classe da indústria pesada, começando como estagiário e atingindo a posição de Diretor de Economia. Nessa entidade, foi responsável pela análise de conjuntura, indicadores de atividade, acompanhamento de investimentos em infraestrutura, assessoria às empresas do setor na negociação de grandes contratos de fornecimento de bens e serviços, e gestões junto a setores de governo responsáveis pela formulação e execução da política de investimentos.
Posteriormente atuou na EPP, uma empresa da área de infraestrutura do Grupo OAS, fazendo modelagem financeira de projetos hidrelétricos e captação de financiamento de estudos de viabilidade junto ao BNDES, destacando o da UHE Queimado (MG), hoje sob concessão da CEMIG. Em seguida, trabalhou no BFB (Banco Francês e Brasileiro), então vinculado ao Crédit Lyonnais, no estudo da viabilidade de projetos de infraestrutura em fase ou vias de privatização, tendo na mesma época prestado consultoria nesse mesmo campo às empresas ABB e Construtora OAS.
Em meados dos anos 90 iniciou atuação na Itá Energética S.A,, concessionária privada de energia elétrica, controlada pela CSN e Tractebel. Ao longo de seis anos foi responsável pelo gerenciamento financeiro do contrato turnkey de construção da UHE Itá, no rio Uruguai, no valor de R$ 700 milhões. Nesse período também atuou na estruturação de financiamento de longo prazo no valor de R$ 710 milhões com participação do BNDES, repasses de bancos privados e emissão de debêntures; coordenou a negociação, enquadramento, fechamento e gerenciamento de empréstimo-ponte do BNDES, com captação efetuada de R$ 529 milhões; participou de negociações com o BID visando ao enquadramento da UHE Itá para financiamento na modalidade de Project Finance; coordenou a captação de R$ 70 milhões via emissão de Commercial Papers e operações de capital de giro no montante de R$ 53 milhões. Realizou também atividades acessórias como estudos de viabilidade, modelagem financeira, coordenação da atuação de Financial e Legal Advisors, relatórios econômico-financeiros, suporte à Diretoria e Conselho da ITASA, contatos com bancos, seguradoras, auditores, etc.
Em 2003 ingressa no Grupo Rede, um dos maiores conglomerados brasileiros da área de energia, como responsável geral pela gestão da área de geração, envolvendo as concessionárias Investco (TO), Tangará Energia (MT), Rosal Energia (ES) e Rede Comercializadora (SP). Suas atividades compreendiam, além da coordenação das rotinas de gestão administrativa e financeira, a compra de equipamentos de geração e transmissão, renegociação de passivo junto à Eletrobrás e a compra e venda de energia elétrica.
Entre 2006 e 2008 atuou como diretor administrativo e financeiro do Monte Alegre Futebol S.A., eixo empresarial de um projeto de formação de jogadores de futebol de alto nível, visando especialmente ao mercado externo, denominado "Campus Pelé". Concebido no Banco Fator, o empreendimento envolve a captação de recursos junto a investidores externos e tem a participação dos clubes Paulista de Jundiaí, Jabaquara de Santos e Lausanne Sport da Suíça, tendo apoio do Rei Pelé em sua gestão e divulgação.
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